terça-feira, 22 de maio de 2012

A solidão

O motivo mais conhecido ou admitido da solidão é o acaso ou culpa das pessoas em volta. É assim que enxergamos a solidão. Mas será que é isso mesmo?
Depois de pensar um pouco sobre esse sentimento transtornante que nos visita frequentemente, encontrei algo que parece conviver diretamente com ela, algo como, trabalham juntas quase sempre. A preguiça.
É tão difícil admitir que temos preguiça de sair de casa, conversar com as pessoas, fazer coisas novas quando a vida parece ser tão cansativa principalmente pela ida e vinda rotineira do trabalho, de afazeres. Colocamos a culpa na rotina de vez em quando, nos tornamos fugitivos da vez ou vezes da própria vida sem querer. E se não trabalhássemos, não tivéssemos obrigações com a casa e contas. Como seria? E se as pessoas fossem calorosas, ligassem, procurassem a nossa presença, como seria? 
A solidão e a preguiça andam juntas, enquanto estamos arrumando, buscando no fundo do baú motivos para senti-la, as chances de não senti-la vão passando devagar por nossas vistas, e não conseguimos prestar a atenção devida. Ninguém quer se sentir sozinho, mas não enxerga que é o maior feitor desse transtorno vazio de viver. Porque é mais fácil culpar o que há em volta, do que absorver, admitir a culpa e finalmente tentar resolver. Se a culpa é de alguém, esse alguém pode resolver, se a culpa é do trabalho, deixar de trabalhar iria resolver, se a culpa é das obrigações, sem elas, tudo ficaria melhor, se a culpa é própria o trabalho será muito maior, e a estimativa medonha de não conseguir resolver, frusta só em pensar, então é melhor deixar a culpa para os outros. Vamos imaginar, se não precisássemos trabalhar, pagar contas, limpar casa, nos envaidecer, sair de casa para procurar amigos, ligar para os que tem, amar, retribuir, compensar, tudo estaria pronto para nós, o problema com certeza não seria mais solidão, seria falta de graça na vida. O vazio não seria só externo, a sensação não seria de um sentimento temporário, e sim de algo aparentemente eterno, algo que nos faria sentir o vazio por fora e por dentro também. Se sente sozinho? Espante a preguiça, encare a solidão de frente para dize-la que ela não tem vez em sua vida. Saia, vá curtir do jeito que gosta, conheça pessoas, escolha as que lhe agradam e incie a amizade. Não perca mais um minuto de sua vida em lástimas achando que não é capaz de vencê-la. Vença e sinta-se em casa nesse mundo enorme de pessoas e informações. 

domingo, 20 de maio de 2012

Meiodigo com tonomia

Ele adora acordar cedo para ir trabalhar,
Trabalha só fim de semana,
Na semana paga para folgar,
Tira onda com os patrões e quem quiser olhar,
Com seu cheiro de framboesa podre, expira dó,
Por trás dos olhos é um sacana só;
E os bobocas, tem piedade e liberam a grana. Vê se pode!
Pede esmola e chora miséria, mas leva vida de bacana
Ai de quem não arrumar o vintém pro leite, almoço e jantar,
Ele quer mostrar que manda e pode,
Quando dão um trocado diz "Bom te ver"
Quando dão um migalho diz "A família agradece"
Quando não dão nada ele finge que esquece.
Quem não o conhece diz que ele é um "meio mendigo",
Mas para quem o conhece, é um louco pidão.
Na boa, aqui não tem tonomia (autonomia), meiodigo ou louco pidão, caio nessa não!


Bruna Bosco

sexta-feira, 11 de maio de 2012

"Uma das maiores dificuldades que o homem tem em terra está em acompanhar as voltas que a vida dá. Conformar-se, adaptar-se, desfrutar de suas curvas imprevistas e aprender que a felicidade em cada dia tem uma fisionomia diferente. Assim como as tristezas, que delas devemos humildemente extrair aprendizado a todo instante em que elas estiverem em nós e nos outros."

O cachaceiro da ruaça!

Já bebi cerva de gargalo na garrafa
Já fiz fumaça dentre os arcos da lapa
Já joguei moeda no rio e fiz um pedido
Ganhei foi um castigo da pavorosa cachaça

Atravessado no banco da praça tive a honra de ver
Carlos cachaça dando um "oi" com seu violão
Pixinguinha, Cartola e Jamelão passando na outra calçada
Com a cachaça e um microfone na mão.

Não satisfeito, me levantei e fui a caça
Acendi a seda, e sentei na carcaça de um carro
Esperando o Sol raiar, de repente raiou um tapa na nuca
que quando abri os olhos tomei um susto que a fumaça chegou a me engasgar

Olhei pra cima, era o Nelson cavaquinho, me pedindo pra escutar seu samba
Que coisa louca e insana, era efeito da fumaça ou da cachaça?
De qualquer forma fiquei ouvindo até a noite chegar
Já era o outro dia e eu não queria deixar os bambas pra lá.

Depois que a seda e a "chaça" acabou, deitei de novo no banco da praça
Quando acordei estava deitado em uma maca de um hospital
Loucura ou não foi sensacional, vi e conversei com todos eles
Ainda dei uma de cantor no final com a maior graça

As enfermeiras me contaram a desgraça do ocorrido
Eu tinha bebido e fumado tanto que não acordava mais
Elas não sabiam que conheci os bambas do samba naquela noite
Então eu as disse na raça, que não ia beber mais

No dia seguinte, Jamelão me parou na esquina, me chamou pra entrar no bar
Desconfiado fui, chegaram todos os outros, não tinha como segurar.
Começamos a criar poesias e samba, sem parar
Com a cachaça do lado e a fumaça pra acompanhar.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rabiscos


Algumas pessoas entram em nossa vida e escrevem lindos e valorosos poemas, outras escrevem páginas com textos raros e preciosos. 
Tem pessoas que escrevem somente frases, outras cartas em tom de desabafo por mágoas que em algum momento fomos causadores. 
Outras somente leem as páginas do nosso livro para epenas admirar a nossa história
Ainda tem pessoas que leem e querem viver como nós vivemos até a última letra, mesmo sem saber qual será o final. 
Outros entram em nosso livro apenas para corrigir erros, e acrescentar palavras certas.
Tem alguns que entram e tentam trocar o sentido das palavras como se tivessem poder sobre nossas vidas.
Tem pessoas que nos mostram que podemos corrigir, mudar o sentido da frase, mas jamais poderemos apagar o que foi escrito, nos ensina a rabiscar os desvalores e escrever por cima com força tudo que nos faz bem, o que devemos valorizar.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O que está acontecendo com a conscientização humana?


Quando era criança, adorava brincar na rua nos finais de semana, minha brincadeira preferida era jogar queimado e golzinho, brincava tanto, que chegava em casa suada, e cheia de fome, depois que tomava um banho, sentava-me a mesa e minha mãe colocava  meu prato com o que na época mais gostava, feijão com arroz e peito de frango picado com cebola fritos. Fui criada com estes costumes, naquela idade não tinha conhecimento e estrutura para definir opiniões ou atitudes sobre mim e a vida. O que me faz hoje relembrar destes momentos que perduraram em partes até pouco tempo. Hoje ao olhar para a carne, não penso nos exageros ditos por alguns vegetarianos, nem na contradição dita por alguns religiosos, penso somente no sofrimento dos animais, naquilo
que sentem para chegar até a minha mesa. Aliás, naquilo que nós seres humanos os proibimos de sentir, a  vida.
Desde quando somos seres vivos absolutos em nosso planeta? 
Somos tão egoístas assim, ao pensar que somos os poderosos em ter o direito de comer a carne de qualquer ser vivo (animal)? 
E os animais domésticos, o porque não o comemos? Simplesmente porque criamos, ou melhor, nos permitimos criar afeto. 
Ao invés de procurar motivos para acreditar, iludir-se que a carne vermelha, branca e as demais são indispensáveis para o nosso organismo, procurem saber sobre a inteligência e poder de afeto dos animais. Nós temos a frente de nossos olhos o que queremos, o que a sociedade, os poderosos de um governo mundial querem. Os estudos que comprovam o nível de afeto, entendimento animal são poucos para a quantidade de animais mortos em todo o mundo para satisfazer nosso luxo, nossa crueldade. Passo constantemente por matérias e vídeos que demonstram acima da ciência, o afeto animal de diversas formas, pouco teóricas como os estudos e muito prática na ligação entre ser humano e o ser animal. Que inclusive passa despercebido constantemente, pela força da sociedade em que vivemos extremamente interesseira. 
Para as pessoas que sentiram um manifesto de consciência dentro de si sobre o texto acima, indico alguns videos onde exemplifico de maneira mais formal e explicativa o que vem acontecendo por trás de nossa conscientização. 
Este vídeo mostra a inteligência de uma gorila chamada Koko, em outros vídeos, ela se comunica com sua treinadora através de uma linguagem de sinais, muito interessante. 

Este vídeo mostra o afeto que poucos acreditariam poder existir entre um leão e um humano.

Este vídeo é um documentário muito bem feito sobre o processo animal do nascimento a nossa mesa, dentre outros assuntos relacionados. Um dos melhores vídeos com este tema. 

Este site é do Instituto Nina Rosa, eles são uma organização independente, sem fins lucrativos que atua voluntariamente em defesa da vida animal, consumo sem crueldade e vegetarianismo. 


"Não é torturante, nem sacrifício deixarmos de comer carne animal. Torturante e sacrifício é o que os animais vivem até serem assassinados para nos satisfazer, uma condenação sem culpa!"

quinta-feira, 22 de março de 2012

O "tanquinho 4"

O mecanismo dele é bem simples, não precisa de tanta tecnologia para funcionar, mas lava tão bem quanto uma máquina super potente e tecnológica, com minha ajuda é claro, mas lava bem. Digamos que seu mecanismo seja o seu organismo (saúde), ele necessita do motor funcionando bem para viver, assim como nós. A água é um item fundamental para dar continuidade ao seu dia a dia, como as nossas necessidades vitais. E as roupas são as necessidades psicológicas fundamentais para o nosso "eu" sobreviver, assim como pra ele é o porque dele existir.
Antes de lavar separo peças brancas, escuras e íntimas (toalhas e etc). E posso detalhar para vocês as roupas da minha vida, as brancas são a família, meu amor, meus amigos, reparem que as roupas brancas usamos alvejante além do sabão em pó, como um tratamento zeloso, diferenciado, no término ficam branquinhas, com a aparência de pureza, limpeza excessiva, transborda luz. As escuras são pessoas que nos magoam, não deixamos de cuidar, porque mesmo que triste, ainda estão em nosso coração, reparem que elas costumam soltar uma tinta, é como se sempre quiséssemos retirar aquela dor, mas toda vez que a lavamos ela continua a soltar até o dia em que desbota de vez de nossa vida. diferente das brancas que podem até manchar, mas estão ali sempre claras e puras. As íntimas somos nós mesmos, percebam que a necessidade de obter higiene total nelas é bem maior, também olhem para o fato de que algumas roupas escuras ou brancas podemos utilizar mais vezes é só ter cuidado, as intimas não. Assim como nós que temos a necessidade de nos reciclar a todo momento, nos purificar de aborrecimentos, raiva, chateações. Tem pessoas que colocam tênis no tanquinho podendo até o quebrar de tão frágil que ele é. O Tênis não passa de nossa dor gritante, aquela que chamamos de raiva, vingança, assim como o ataque agressivo a sua fragilidade, esses sentimentos sempre impõem risco a nós mesmos, mesmo que a raiva seja de outra pessoa, ela nos abala tanto quanto o tênis que está lá dentro. Quando quebra, é o tanquinho que sofre abalos, não o tênis. É tão simples usar o tanquinho como viver nossa vida. Quando pegamos o manual é preciso olhar somente o que não podemos fazer, como verificar a voltagem, quantidade de peso e etc...Assim como em nosso cotidiano, quando nos machucamos em algum lugar ou momento, com pessoas. Ali não devemos mais mexer. Sabemos o que não queremos, mas muito pouco sabemos o que realmente queremos, já que a vida de tão simples não traz manual de uso.
Sem a eletricidade ele não funcionaria, ela é a espiritualidade, Deus. o fio que faz o transporte dela pra vida é o dom, a ligação. E a água que sai do tanquinho limpa ou suja, é a minha história. Simplesmente viva com simplicidade!